Considero toda campanha que visa o esclarecimento da sociedade sobre temas sensíveis muito importante de serem divulgadas. Em relação ao Transtorno do Espectro Autista, sobre o que queremos alcançar quando chamamos o momento de conscientização?
Em uma sociedade mundializada pela internet, ser "diferente" causa estranheza na corrida cotidiana onde a empatia figura em falta nas prateleiras do consumo. O processo em busca de diagnóstico e o sofrimento associado, afeta a pessoa, seus familiares, seus pares nas instituições de ensino, até a esperada "regulação emocional" deixando no processo inúmeros desafios.
Instituída pela ONU em 2008, essa data marca mais do que uma lembrança simbólica: ela aponta para a mudança no lugar do autismo no mundo. Mas também  à vulnerabilidade dos sujeitos autistas e suas famílias diante da lógica da mercantilização de diagnósticos e protocolos prontos aplicados nos tratamentos propostos. Como psicóloga e não só, como ser humano, minha proposta de trabalho parte da premissa: escutem os autistas, escutem o sujeito que se apresenta no atendimento que não deseja ser padronizado, limitado e treinado como se fosse um padrão matemático. O sujeito sabe sobre o seu modo de funcionar, mesmo o autista não verbal, se escutado, se dá a ouvir com outras formas de linguagem. Neste dia mundial de Conscientização do Autismo, que o respeito e a empatia, alcancem a todos nós e se estendam diariamente a toda a sociedade. A inclusão é uma meta diária. Vamos juntas!